A medicina estética evolui rapidamente, e junto com os avanços técnicos e científicos, cresce também a responsabilidade dos profissionais em garantir resultados cada vez mais seguros, naturais e personalizados.
Um artigo publicado recentemente na Aesthetic Surgery Journal por Claytor & Tolan (2025), intitulado “Injectable Safety: New Concepts and Best Practices in Hyaluronic Acid Filler Safety”, trouxe reflexões importantes sobre o futuro da segurança nos procedimentos com ácido hialurônico, um dos produtos mais utilizados em harmonização facial.
Os autores reforçam que, embora o ácido hialurônico seja considerado um material altamente seguro e biocompatível, a segurança não depende apenas do produto — mas, sobretudo, do conhecimento e da técnica do profissional que o aplica.
O estudo destaca três pilares fundamentais para resultados consistentes e sem complicações:
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Domínio anatômico: compreender profundamente as estruturas faciais e as zonas de risco é o primeiro passo para prevenir intercorrências, como oclusões vasculares e migração do produto.
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Escolha adequada do produto: cada tipo de ácido hialurônico possui características específicas — viscosidade, coesividade, grau de reticulação — e deve ser escolhido de acordo com a área tratada e o objetivo do paciente.
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Técnica precisa e individualizada: mais do que seguir protocolos, o profissional deve respeitar a anatomia e o tempo de cada rosto. A padronização sem sensibilidade clínica é um dos maiores erros na estética moderna.
O artigo também enfatiza algo essencial: a estética responsável é aquela que alia ciência, ética e empatia.
Em um cenário onde os procedimentos se tornaram populares e acessíveis, o compromisso com a segurança deve estar acima de qualquer tendência.
Como médico dermatologista, vejo a harmonização facial não apenas como um ato estético, mas como uma extensão do cuidado e do respeito à individualidade de cada pessoa.
O verdadeiro sucesso de um procedimento não está na transformação imediata, mas na naturalidade, no equilíbrio e na confiança que o paciente sente ao se olhar no espelho.
A medicina estética do futuro será cada vez mais humana: guiada por conhecimento, sensibilidade e propósito.
Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo
Rua Pais Leme, 215 – Sala 2209 – Pinheiros, São Paulo – SP
