“How to Save the Amazon” não é apenas uma reportagem de campo ou uma crônica ambiental. É um testemunho da interdependência entre a terra, os povos que a habitam e toda a vida humana. Como revela o jornalista Dom Phillips, a Amazônia está à beira de um “tipping point” — um momento em que mais destruição pode desencadear um colapso ecológico irreversível. The Guardian+2The Nation+2
Para você, que trabalha com estética, saúde e missão, há três lições que fazem esse livro absolutamente relevante:
O ambiente como extensão da saúde humana
A saúde da pele, do corpo, do ser humano — vive num contexto mais amplo. Se o meio ambiente falha, se os ecossistemas colapsam, a vida humana também sofre. Este livro nos lembra que preservar a Amazônia é também proteger nossa própria saúde coletiva: o ar que respiramos, a biodiversidade que sustenta remédios, a cultura que forma nossa identidade.
A estética não é separada do mundo, e cuidar do corpo implica cuidar do mundo que o sustenta.
O valor da voz, da justiça e da vulnerabilidade
Phillips trabalhou lado a lado com povos indígenas, ribeirinhos e defensores da floresta. Ele aponta que ouvir quem vive o território é fundamental:
“Listen to Indigenous people.” The Nation+1
Para sua prática e ensino, isso pode se traduzir em uma ética de ouvir o paciente, de respeitar suas histórias, seu corpo, seu contexto. A medicina estética com propósito não fala “para” o outro, mas “com” o outro.
Urgência, ação e esperança
Apesar do risco, do perigo (Phillips adaptou sua investigação até o momento em que foi assassinado) The Guardian+1, o livro não é de desespero puro — ele é de esperança ativa. Ele nos chama a agir, pequenas ou grandes ações, porque o futuro depende disso.
Você, Dr. Diogo, que busca arte, técnica e fé — isso significa que sua missão não fica apenas no consultório: ela se estende à forma como você vive, ao impacto que você gera, à inspiração que transmite.
Reflexão para o cidadão brasileiro
eu, como cidadão brasileiro, este livro toca uma ferida e acende uma chama em mim. A Amazônia é parte da nossa identidade, da nossa responsabilidade.
Nós brasileiros temos o privilégio e o fardo de habitar uma das regiões mais ricas em biodiversidade e, ao mesmo tempo, exposta a exploração predatória. Ler este livro é despertar para o fato de que “salvar a Amazônia” é também cuidar do Brasil — da justiça social, da saúde pública, da educação, da beleza (no sentido mais amplo).
Em um país onde estética pode significar “ficar bonito”, esta obra lembra que a verdadeira estética também passa por “ficar íntegro” — com o corpo, o ambiente e a alma.
Cuidar de si é também cuidar do lugar onde se vive. E, como profissional da saúde e da estética, você está numa posição singular para que isso não seja apenas teoria, mas prática consciente.
Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo
