Cuidar da pele é também cuidar da identidade

A medicina estética vai muito além da aparência — ela toca a identidade, a história e o sentido de pertencimento de cada pessoa.
O artigo publicado por Viscomi et al. (2025), “Injectable Aesthetic Treatments for Improving Facial Skin Quality in Transgender Patients”, trouxe uma contribuição importante para essa visão mais humana e inclusiva da dermatologia estética.

O estudo avaliou os efeitos de tratamentos injetáveis combinados — como toxina botulínica, preenchedores de ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno — na qualidade e textura da pele de pacientes transgênero.
Os resultados mostraram melhora significativa na hidratação, elasticidade, uniformidade e luminosidade da pele, além de impacto positivo na autoestima e no bem-estar emocional.

Mais do que resultados estéticos, o estudo destacou o poder terapêutico do cuidado.
Para muitos pacientes trans, a estética é também uma forma de afirmação de identidade e reconstrução de autoconfiança, especialmente após terapias hormonais ou cirurgias de redesignação.
O toque médico, quando guiado por respeito e propósito, transforma-se em acolhimento.

A pesquisa reforça que a medicina estética moderna precisa ser inclusiva, científica e compassiva — unindo técnica avançada e empatia verdadeira.
A beleza, quando vista pela lente da dignidade, deixa de ser vaidade e passa a ser cura.

Como médico, acredito que todo cuidado que nasce do amor é também um ato de fé.
E esse estudo é um lembrete de que a verdadeira estética é aquela que devolve às pessoas o direito de se reconhecerem no próprio espelho.

Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo
Rua Pais Leme, 215 – Sala 2209 – Pinheiros, São Paulo – SP

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