Japão: entre o silêncio e a alma

Em agosto, vivi uma das experiências mais marcantes da minha vida ao lado da minha mãe: uma viagem ao Japão.
Visitamos Tóquio e Kyoto — duas cidades completamente distintas e, ao mesmo tempo, complementares.

Tóquio, com toda sua modernidade e ritmo acelerado, me surpreendeu pela calma dentro do caos.
Mesmo sendo uma das maiores metrópoles do mundo, era possível ouvir o silêncio — nas ruas, nos metrôs, nos olhares respeitosos das pessoas.

Kyoto parecia respirar outro tempo.
Entre templos, jardins e o som do vento nas árvores, encontrei uma paz que me tocou profundamente.
Eu literalmente me deitava e dormia nos templos — como se o corpo descansasse, mas a alma despertasse.

Fiquei apaixonado pela cultura, pela educação e pela serenidade que habita o povo japonês.
O Japão me ensinou que o verdadeiro luxo é o silêncio, que a beleza está na simplicidade e que a paz começa dentro de nós.

E entre um templo e outro, lembrei-me de um antigo poema japonês que parecia sussurrar o que eu sentia:

“Sob o céu tranquilo,
até as pedras parecem respirar —
silêncio é oração.”
(Poema inspirado no haiku de Matsuo Bashō)

Sem dúvidas, o Japão foi um dos países mais incríveis que já conheci.
E não vejo a hora de voltar — para ouvir novamente o som do silêncio.

Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo

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