A medicina estética vive uma fase de sofisticação científica e técnica. O que antes era feito apenas com preenchedores imediatos, hoje se expande para abordagens que estimulam o próprio corpo a produzir colágeno — devolvendo estrutura e sustentação à pele de forma natural e duradoura.
Um estudo publicado em 2025 por Nikolis et al. trouxe uma importante contribuição nesse campo, avaliando as diferenças entre duas técnicas de aplicação de ácido poli-L-lático (PLLA) na região das fossas temporais: a técnica tradicional e uma técnica estendida.
O objetivo do estudo
O estudo, conduzido de forma randomizada e controlada, teve como propósito comparar eficácia, segurança e durabilidade dos resultados entre os dois métodos. A região temporal, muitas vezes negligenciada em tratamentos faciais, desempenha papel fundamental na harmonia do terço superior do rosto — especialmente na sustentação lateral e no contorno da face.
Principais achados
Os resultados mostraram que a técnica estendida proporcionou uma melhor distribuição do produto e estímulo de colágeno mais uniforme, resultando em uma aparência mais natural e equilibrada da região tratada.
Além disso, observou-se que o novo método reduziu a incidência de irregularidades superficiais e aumentou a satisfação geral dos pacientes, sem aumento significativo de eventos adversos.
O artigo também reforça a importância de compreender a anatomia profunda da fossa temporal e de respeitar os planos de segurança, já que essa é uma área vascularmente complexa.
O que isso significa na prática clínica
Para nós, médicos que trabalhamos com estética avançada, o estudo reafirma algo essencial: a técnica é tão importante quanto o produto.
O ácido poli-L-lático, conhecido por seu efeito bioestimulador progressivo, pode oferecer resultados de rejuvenescimento discretos e naturais quando aplicado de forma estratégica e anatômica.
Mais do que preencher, trata-se de reconstruir a arquitetura do rosto com sutileza, estimulando o colágeno para que o próprio corpo seja o agente da transformação.
Um olhar pessoal
Ao analisar estudos como este, reforço minha crença de que o futuro da medicina estética está no equilíbrio entre ciência, arte e propósito.
Cada técnica, cada plano e cada escolha devem refletir respeito à individualidade e à segurança do paciente.
E quando o conhecimento é aliado ao amor pelo que se faz, o resultado vai além da estética — toca a autoestima e a alma.
Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo
Rua Pais Leme, 215 – Sala 2209 – Pinheiros, São Paulo – SP
