Nos últimos anos, a medicina estética evoluiu de forma impressionante, oferecendo inúmeros recursos para restaurar volume, firmeza e harmonia facial.
Mas junto com o avanço das técnicas, também vem a necessidade de entender as escolhas que fazemos quando o assunto é cuidar do rosto — especialmente no que se refere aos preenchimentos faciais permanentes.
O artigo científico “Permanent Facial Fillers: Addressing Complications and Advancing Solutions” analisou os efeitos de substâncias não absorvíveis, como silicone, PMMA e poliacrilamida, que prometem resultados duradouros.
Embora esses produtos possam oferecer um efeito inicial satisfatório, a verdade é que eles permanecem no organismo de forma definitiva, o que pode gerar complicações meses ou até anos depois da aplicação.
Quais são os riscos dos preenchimentos permanentes
Os pesquisadores observaram que os principais problemas incluem:
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inflamações crônicas e nódulos endurecidos sob a pele;
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migração do produto (o preenchimento “sai do lugar” com o tempo);
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reações imunológicas tardias, com vermelhidão e inchaço recorrente;
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e, em casos mais graves, necessidade de cirurgia para remoção.
O desafio é que, por se tratar de substâncias permanentes, não há como reverter totalmente o procedimento de forma simples ou imediata.
Por isso, cada vez mais médicos têm priorizado produtos absorvíveis e biocompatíveis, que se integram ao tecido e desaparecem de forma segura com o tempo.
O novo olhar da estética moderna
A medicina estética contemporânea está migrando de intervenções permanentes para abordagens mais inteligentes e seguras — que respeitam o corpo, a natureza da pele e o tempo de cada pessoa.
Os bioestimuladores de colágeno e os preenchedores absorvíveis, por exemplo, atuam de forma natural, estimulando a regeneração do próprio organismo e oferecendo resultados duradouros sem riscos cumulativos.
A estética de hoje não é sobre congelar o tempo.
É sobre envelhecer com equilíbrio, leveza e verdade, preservando a expressão, a identidade e a segurança de cada paciente.
Antes de realizar qualquer procedimento, é essencial conversar com um médico especializado, compreender o tipo de produto que será utilizado e optar sempre pelo que oferece naturalidade, segurança e reversibilidade.
O rosto é único, e deve ser tratado com a mesma delicadeza com que se cuida de algo sagrado.
Cuidar de si não é apenas uma escolha estética, é um ato de amor e responsabilidade.
Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo
