Um poema branco, Suíça

A Suíça no inverno é um poema em branco.
Montanhas que tocam o céu, vales cobertos por neve e um silêncio que não é ausência de som, mas presença de paz.

Entre as paisagens congeladas, há uma beleza que fala baixo —
uma calma que convida à introspecção e à gratidão.
Caminhar por suas vilas, observar o vapor saindo da xícara quente, sentir o frio tocar o rosto… tudo parece lembrar que a vida também tem seu ritmo de inverno — aquele em que é preciso parar para florescer de novo.

Nas montanhas suíças, o tempo se dobra.
Cada pico é uma oração silenciosa, cada neblina, um lembrete de que a grandeza não precisa ser ruidosa.
Há algo de espiritual na imensidão branca — como se Deus tivesse pintado o mundo em tons de quietude.

A Suíça me ensinou que o frio também cura,
que o silêncio também fala,
e que a beleza, quando é pura, não precisa ser explicada — apenas sentida.

Com carinho e amor,
Dr. Diogo Rabelo
Rua Pais Leme, 215 – Sala 2209 – Pinheiros, São Paulo – SP

 

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